A OpenAI enfrenta um novo processo judicial nos Estados Unidos depois de um utilizador alegar que quase perdeu a vida ao seguir orientações médicas fornecidas pelo ChatGPT. A ação judicial acusa a empresa e o seu diretor-executivo, Sam Altman, de negligência e de exercício ilegal da medicina.
Segundo o processo, o pastor norte-americano Scott Winters procurou ajuda do ChatGPT em junho de 2025 após sentir fortes tonturas durante uma cerimónia religiosa. A inteligência artificial terá indicado que os sintomas não representavam um problema grave, levando-o a adiar a procura de assistência médica.
Diagnóstico foi uma embolia pulmonar
De acordo com a denúncia, semanas depois Winters foi finalmente observado por médicos, que diagnosticaram uma embolia pulmonar, uma condição potencialmente fatal que exige tratamento imediato.
O processo afirma ainda que o ChatGPT não apenas minimizou os sintomas, como também sugeriu medidas de alívio e desencorajou a procura de cuidados médicos imediatos. Winters alega que o atraso no tratamento provocou graves consequências para a sua saúde e para a sua vida pessoal e profissional.
OpenAI responde às acusações

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Em resposta, a OpenAI reforçou que o ChatGPT não é um médico e que nunca deve ser utilizado como substituto de profissionais de saúde qualificados.
A empresa destacou que a ferramenta foi desenvolvida para fornecer informações gerais e que qualquer diagnóstico ou tratamento deve ser realizado por médicos ou outros profissionais de saúde.
Especialistas alertam para os riscos
O caso reacendeu o debate sobre o uso da inteligência artificial em questões relacionadas com a saúde. Especialistas lembram que sistemas de IA podem cometer erros e que as suas respostas não substituem exames clínicos, diagnósticos médicos ou atendimento especializado.
Sempre que uma pessoa apresentar sintomas graves, persistentes ou inesperados, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde ou um profissional qualificado.
O processo continua em análise pela Justiça norte-americana, e até ao momento não existe uma decisão definitiva sobre o caso.
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