A Microsoft emitiu um alerta sobre o crescimento de uma campanha de ciberataques que utiliza o malware ACR Stealer, uma ameaça capaz de roubar palavras-passe, cookies de sessão, documentos e outros dados sensíveis armazenados em computadores com Windows.
Segundo a empresa, os ataques registaram um aumento significativo entre o final de abril e meados de junho de 2026, afetando utilizadores e empresas em diferentes regiões.
Como funciona o ataque
Os criminosos recorrem a uma técnica de engenharia social conhecida como ClickFix, que apresenta páginas falsas com mensagens de erro ou verificações de segurança, como o tradicional aviso de “confirme que não é um robô”.
Essas páginas convencem a vítima a copiar e executar comandos no Windows através do PowerShell, Win+R ou da linha de comandos. Ao seguir essas instruções, o próprio utilizador instala o malware no computador sem perceber.
Dados que podem ser roubados
Depois de instalado, o ACR Stealer procura informações armazenadas nos navegadores baseados em Chromium, como o Google Chrome e o Microsoft Edge.
Entre os dados que podem ser comprometidos estão:
- Palavras-passe guardadas;
- Cookies de sessão;
- Tokens de autenticação;
- Documentos PDF;
- Ficheiros do Microsoft 365;
- Informações pessoais e empresariais.
Microsoft recomenda cuidados
A empresa reforça que os utilizadores nunca devem copiar ou executar comandos sugeridos por páginas desconhecidas, mesmo quando estas afirmam resolver erros ou validar o acesso ao sistema.
Para empresas, a Microsoft recomenda limitar o uso de ferramentas como PowerShell, Python, MSHTA e rundll32.exe, além de bloquear sites suspeitos e monitorizar atividades incomuns nos computadores.
O que fazer em caso de infeção
Caso exista suspeita de comprometimento, a Microsoft aconselha:
- Isolar imediatamente o computador afetado;
- Alterar todas as palavras-passe utilizadas;
- Revogar os tokens de autenticação das contas;
- Executar uma verificação completa com um antivírus atualizado;
- Manter o Windows e os navegadores sempre atualizados.
A empresa destaca que apenas trocar a palavra-passe pode não ser suficiente, pois os tokens de sessão roubados podem continuar válidos até serem revogados.
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